sábado, 22 de novembro de 2008


Tem horas que o tudo parece perder a importancia, que a felicidade nao faz sentido.

Tem horas que o mundo parece estar fazendo armadilhas.

Parece que está todo mundo te testando.[E se estiver?Faço o contrário do que voce acha que eu vou fazer, mas nao é por que eu quero, é por que voce nao quer.E o que eu quero?Nao sei.Me perdi na preocupacao de nao ser quem voce quer que eu seja]

Tem horas que voce bate de frente com quem estava do seu lado.[Aí voce cai na diagonal.{No meio, em cima do muro, sem estar lá nem cá, com todas as emocoes para estar em todos os lugares, mas estando em lugar nenhum.}E quem estava do seu lado nem te viu.Aliás, quem te viu?Quem consegue te ver?Quem consegue entender o que nao foi dito?Quem consegue te ler ao contrário?]

Tem horas que o mundo todo nao parece ser a sua casa.

O seu corpo nao parece ser seu.

O seu desejo nao veio de voce.[Nem a sua fome sai da sua barriga.]

E voce nao consegue mais escrever na 1a pessoa, pois nem a 1a pessoa se refere a você.

Por que o dilema nao é só descobrir quem sou eu.
Mas pra onde eu vou sendo a coisa que eu sou sem saber como fui.
30/06/07

Um comentário:

[pio][igor] disse...

"e se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o q eu fiz, quem, então, agora eu seria?
(...)
e se e for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado... ah se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição."
(rodrigo amarante)